MISSÕES ,UM ATO DE AMOR

MISSÕES ,UM ATO DE AMOR

igrejas do rio de janeiro fazendo missões




A presença dos irmãos da PIB de São João de Meriti (RJ) no campo dos missionários Claudio e Lucimeire Malafaia, em Sinop (MT), resultou em momentos de comunhão e vidas resgatadas para Cristo.
O grupo iniciou os trabalhos da viagem missionária com uma caminhada evangelística e também distribuindo convites para a "Tarde Alegre" - programação voltada para o público infantil. Durante a caminhada, foram agendados 14 estudos bíblicos, houve reconciliação e duas pessoas aceitaram ao Senhor Jesus. O trabalho com crianças foi realizado em dois lugares, no templo da Segunda Igreja Batista de Sinop (reunindo 80 crianças) e em um ginásio de um bairro chamado Jardim Primavera, onde estiveram presentes 35 crianças.
Além da visita aos missionários de Sinop, a equipe aproveitou a proximidade para abençoar o ministério do missionário Roosevelt Tarsis de Paula Lima, em Lucas do Rio Verde (MT) onde também realizou ações de impacto como evangelismo e atividades para as crianças. "O Senhor agiu maravilhosamente e um jovem se decidiu em seguir a Cristo, outra se reconciliou e três aceitaram fazer estudos bíblicos em casa", contou o Pr. Claudio José de Souza, da PIB de São João de Meriti.
Em outras missões batistas coordenadas pelo Pr. Claudio Malafaia, a caravana do Rio de Janeiro promoveu palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis e prevenção de drogas, cultos e outras programações que também alcançaram pessoas de idades variadas.
Para o Pr. Claudio José de Souza, a viagem missionária representou um tempo de desafio, impacto, estreitamento de amizades e salvação de vidas que estavam nas trevas, porém passaram para a maravilhosa luz. "Sentimos o quanto fomos usados por Deus para anunciar e mostrar o caminho da vida abundante em Cristo Jesus àquele povo tão querido", concluiu.

Assembleia de Deus lança projeto de evangelização para Copa de 2014


Assembleia de Deus lança projeto de evangelização para Copa de 2014
A partir do dia 12 de junho de 2014 o Brasil vai sediar um dos maiores eventos esportivo do mundo, a Copa do Mundo de Futebol. Os jogos ocorrerão em 12 cidades-sedes e devem atrair turistas de cerca de 200 países e algo em torno de 20 mil jornalistas do mundo todo.

Com olhos do mundo inteiro voltados para o país, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil está se preparando para lançar um projeto de evangelização durante o evento. O projeto se chamará “AD na Copa” e deve alcançar todo o território nacional.

O projeto já tem um site oficial (www.adnacopa.com.br) e contará com materiais de evangelismo. Além disso, no dia em que não houver jogos nas cidades sedes, serão realizadas grandes concentrações evangelísticas.

Assembleia de Deus está desenvolvendo um projeto pioneiro e audacioso para a evangelização na copa. Coordenador do projeto no Rio Grande do Sul, o pastor David Mattos, presidente da IgrejaAssembleia de Deus de Viamão, tem experiência missionária, foi missionário na África do Sul e em Israel e é um dos tradutores oficiais da Scool Of Christ International, em mais de 150 países.

O pastor falou com exclusividade ao Gospel Prime sobre o projeto “AD na Copa”.

Leia a entrevista na íntegra:

Gospel Prime – O senhor tem muita experiência como intérprete e em trabalhos missionários fora do país. No que isso pode contribuir para a coordenação dos trabalhos de evangelismo na Copa?

David Mattos – Tanto a experiência como intérprete como minha experiência como missionário fora do país, ajudam a entender os diferentes tipos de cultura que poderemos receber durante a copa do mundo. Creio que o fato de eu ter morado em três países diferentes, situados em três continentes diferentes, me coloca numa posição estratégica quanto ao conhecimento da cultura das pessoa que receberemos. Este conhecimento é fundamental para a aproximação e a comunicação da mensagem do evangelho.

Gospel Prime – A cultura influencia muito na forma de evangelizar?

David Mattos – Sem dúvida nenhuma. A cultura de um povo não se resume apenas a sua língua ou sua música. Nossa cultura determina toda nossa maneira de pensar, reagir e interagir. Tome como exemplo nosso país, onde temos diferenças culturais enormes entre o sul e o norte, alguns dos métodos que as igrejas do norte do país usam para evangelizar, simplesmente não funcionam em nosso estado, pois a cultura é outra. Agora imagine se recebermos; africanos, europeus, pessoas do oriente médio. É necessário encontrar o método apropriado, que se encaixe em suas culturas, para alcançar estas pessoas,

Gospel Prime – O Brasil é mundialmente conhecido como a terra do futebol e do carnaval, hoje se destaca no crescimento do cristianismo e como modelo econômico. Que tipo de influência isso pode ter nos trabalhos de evangelismo?

David Mattos – A imagem do futebol e do carnaval sempre levou ao exterior o entendimento de que o brasileiro é um povo alegre e cordial. Hoje, com o avanço econômico o brasileiro passa a ser visto como um povo trabalhador, eficiente e desejado no exterior (como turista) por seu poder financeiro. A imagem de cordialidade e alegria, associada com esta nova visão do brasileiro no exterior, facilita nossa aproximação para o evangelismo.

Há muito tempo os brasileiros são vistos como grandes missionários por sua capacidade de adaptação ao país em que estão.

Gospel Prime – Turistas de cerca de 200 países visitarão o Brasil na ocasião, 20 mil jornalistas do mundo todo, seria uma oportunidade de mostrar o país como sendo uma potência evangélica?

David Mattos – A ideia é levar a estas pessoas a mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Mas, sem dúvida, a grande mobilização que está sendo feita poderá repercutir mostrando a potência evangélica que é o nosso país.

Gospel Prime – O futebol não é associado pela igreja brasileira, principalmente pelas assembleias de Deus, como “diversão familiar” lícita. Isso pode atrapalhar em algum momento os projetos de evangelismo?

David Mattos – É claro que sim! Mas, desde que o projeto iniciou tem se buscado conscientizar as lideranças de nossas igrejas que o objetivo é alcançar vidas que virão buscar divertimento em nosso país e, que, através deste trabalho terão a oportunidade de encontrar a Cristo.

Gospel Prime – O Rio Grande do Sul é ainda mais conservador neste aspecto. Como o senhor pretende vencer esta barreira?

David Mattos – A barreira começou a ser vencida com o apoio do presidente de nossa convenção, Pr. Ubiratan Batista Job, que me convidou para liderar este projeto em nosso estado. Em nossa última convenção estadual, tive a oportunidade de falar ao plenário e busquei mostrar que nosso interesse não é futebolístico e sim evangelizar. A resposta que tenho recebido por parte da liderança de nossas igrejas é a mais positiva possível.

Gospel Prime – Como serão coordenados os trabalhos?

David Mattos – Este é um projeto da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. O projeto é chamado de ADNACOPA e é coordenado pelo Pr. Arnaldo Senna da Silva. Cada cidade que receberá os jogos tem um coordenador local.

Aqui no Rio Grande do Sul, foi convidado todas as igrejas da grande Porto Alegre para participarem do projeto. De treze cidades tivemos apenas duas ausências em nossa última reunião. Cada cidade está estudando a melhor maneira para evangelizar.

Gospel Prime – Que tipo de material será usado?

David Mattos – O material é muito variado e dependerá também, da nacionalidade das pessoas que estaremos recebendo. Será usando banners, camisetas, dvds, panfletos (na língua destas pessoas). Muito mais está sendo planejado pelos coordenadores locais.

Já temos um site: www.adnacopa.com.br

Missionários cristãos comemoram evangelização de tribo de canibais conhecida como “caçadores de cabeça”

Missionários cristãos comemoram evangelização de tribo de canibais conhecida como “caçadores de cabeça”
A tribo dos Sawis, da ilha de Papua-Nova Guiné e Indonésia, era até 50 anos atrás conhecida como violentos e canibais, hostis a tribos vizinhas e isolado do mundo exterior. Anteriormente conhecidos também como headhunters (caçadores de cabeça), essa etnia teve sua realidade transformada, e tem hoje 85% de seu povo identificado como cristão
O povo de Papua não teve nenhum contato histórico com evangelistas muçulmanos, como aconteceu o resto da Indonésia. Porém, evangelistas cristãos se estabeleceram fortemente entre eles, levando a eles a mensagem do Evangelho.
O trabalho missionário na região começou em 1962, com os missionários Don e Carol Richardson, viajaram para a ilha de Nova Guiné, com seu filho Steve (agora presidente dos Pioneiros-EUA), na esperança de compartilhar o evangelho com o povo Sawi.
Nos 13 anos que viveram entre os Sawi, Don e Carol (que faleceu em 2004), aprenderam a língua Sawi e traduziram para eles o Novo Testamento. Eles plantaram ainda uma igreja e discipularam os líderes Sawi para cuidar do rebanho cada vez maior de crentes.
Em 2012, 50 anos depois da chegada dos Richardsons entre os Sawi, Don e seus três filhos, Steve, Shannon e Paul, voltaram para a Indonésia para uma festa de aniversário organizada pela igreja Sawi e outras quatro tribos vizinhas, que foram evangelizados depois dos povos Sawi.
Don conta que quando chegou pela primeira vez em meio à tribo encontrou um grupo de 200 canibais armados com lanças e adornados com pinturas de guerra, mas que dessa vez foram recebido com alegria pelos, agora, cristãos.
- Três gerações depois, os mesmos que nos receberam em 1962, recebeu-nos de novo, cantando músicas alegres, desta vez na língua nacional e na sua própria língua tribal – afirma o missionário, que afirma que essa foi a experiência mais maravilhosa de sua vida até agora.
- Fiquei impressionado e encorajado pela profundidade gratidão dos povos Sawi. 50 anos depois, pela vinda do evangelho e seu impacto sobre suas vidas – observou Steve, segundo o Charisma News.
Os relatos dos missionários com a tribo de canibais foram contados no livro best-seller, Criança da Paz, de Don Richardson.
Assista um vídeo/relato dos missionários, baseado no livro (em espanhol)

http://www.youtube.com/watch?v=Fs5Kdt4r7HE&feature=player_embedded

Organização missionária muda abordagem evangelística na cidade de Aparecida do Norte para evitar atritos com católicos

Organização missionária muda abordagem evangelística na cidade de Aparecida do Norte para evitar atritos com católicos
Com a proposta de prestar serviços e valorizar a figura humana, a organização missionária Jovens com uma Missão (Jocum) está mudando sua estratégia de evangelismo junto aos católicos que visitam a cidade de Aparecida do Norte, no interior de São Paulo.
A cidade abriga a Basílica de Aparecida, e é o destino de milhões de pessoas todos os anos, que integram romarias para pagamento de promessas à santa católica.
De acordo com o site jocumsampa.org, a estratégia de “Promoção Humana”, já foi utilizada em eventos como aParada Gay em São Paulo, quando jovens missionários compareceram ao evento para auxiliar pessoas em estado de embriaguez e falar de Jesus a elas.
Ivinson Lima, um dos coordenadores da campanha de evangelismo em Aparecida do Norte, afirma que a intenção é se tornar uma referência na cidade durante os eventos católicos ocorridos na cidade: “Mudamos a estratégia de ‘Evangelização pessoal’ para ‘Promoção humana’: queremos estar em pontos estratégicos dentro do local, continuando a fazer o evangelismo pessoal, mas ganhando espaço dentro do evento. Bem parecido com o que fazemos em Barretos na Festa do Peão”.
A Jocum está capacitando 2000 jovens para missões evangelísticas na cidade, sendo que 400 destes estarão em ação no dia 12/10, data comemorativa para os católicos e feriado nacional.
Porém, a presença da Jocum em Aparecida deverá seguir uma linha de conduta que não cause atritos com os fiéis católicos: “Nós presenciamos um grupo grande de evangélicos uniformizados com o dizer ‘Marcha pra Jesus’ em camisetas e bandeiras grandes, causando incômodo e de forma geral desrespeitando a crença dos Católicos”, afirmou
Missionários da Christian Aid são alvo de ataques de terroristas islâmicos na Nigéria
Os ataques de grupos extremistas muçulmanos a cristãos na Nigéria tem se tornado a cada dia mais intensos. Após os extensivos ataques a igrejas nos últimos meses, missionários que trabalham com a Missão Christian Aid (Ajuda Cristã) estão sob ataque no país, segundo a CBN.
Inicialmente os alvos principais dos ataques eram as escolas e delegacias de polícia em áreas muçulmanas, mas agora os cristãos estão sob cerco. De acordo com a Christian Aid, a localização de um ministério indígena missionário na Nigéria que á apoiado pela instituição desde 1986, é bem conhecido de todos. Apesar de sua localização em um estado islâmico, nunca esteve em perigo de violência até os últimos meses, quando agressivos ataques terroristas se tornaram mais ousados.
Os ataques são liderados pelo grupo terrorista islâmico Boko Haram, que exigiu a lei Sharia seja estabelecida na Nigéria. Desde 2009 o grupo já assassinou mais de 3 mil pessoas no país, além de outras milhares que foram feridas e mutiladas.
Recentemente, os ataques tem se tornado mais ousados e mais frequentes, muitas vezes dois ou três por semana.
Junta de Missões Nacionais lança projeto para evangelizar 2,5 milhões de pessoas
A Junta de Missões Nacionais lançou um projeto que tem como objetivo evangelizar mais de 2,5 milhões de pessoas no Brasil, a organização, ligada à Igreja Batista, pretende reunir em torno de 100 mil voluntários para alcançar a meta proposta, no que eles chamaram de evangelização de impacto.
O início do movimento está previsto para o dia 30 de junho. Serão 500 bases operacionais e em torno de 6250 equipes com 16 participantes cada, o que contabiliza 50 mil duplas, com a meta de evangelizar no mínimo 5 pessoas por dia. Os voluntários estão recebendo treinamento para aprender as melhores formas de evangelizar.
O movimento contará também com a atuação das igrejas locais, para a assistência e realização de curso de discipulado aos novos convertidos.
A previsão é que o período de evangelização dure duas semanas e termine no dia 15 de julho. “Participar desse grande desafio é, acima de tudo, demonstrar o seu amor a Deus, possuir uma vida cheia do Espírito Santo, ter uma autêntica paixão pelos perdidos e forte compromisso com a expansão do Reino”, cita o site da Junta de Missões Nacionais.
Missões
Missões são uma ordenança de Jesus Cristo, que antes de ascender aos céus após sua ressurreição, orientou seus discípulos a irem por todo o mundo, levar o evangelho e sua mensagem.
As ações missionárias e projetos sociais são cumprimento dessa ordenança de forma prática e efetiva, com resultados visíveis de transformação da sociedade e pessoas a quem essas iniciativas alcançam.
Nesta página, você tem acesso a todas as informações publicadas pelo Gospel+ sobre missões, nacionais e internacionais, evangelismo e Projetos Sociais.

Capítulos de Marcos

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Ler capítulo 16 de Marcos


Missões
Missões são uma ordenança de Jesus Cristo, que antes de ascender aos céus após sua ressurreição, orientou seus discípulos a irem por todo o mundo, levar o evangelho e sua mensagem.
As ações missionárias e projetos sociais são cumprimento dessa ordenança de forma prática e efetiva, com resultados visíveis de transformação da sociedade e pessoas a quem essas iniciativas alcançam.
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No final de junho dei uma palestra em São Paulo por ocasião do VIII Fórum de Ciências Bíblicas, promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil. O tema do fórum era “a relação entre missões e a Bíblia”. A minha contribuição foi em duas partes. Na primeira delas, considerei como podemos melhor correlacionar “missões” ou “missão” com a Bíblia. Era uma reflexão mais teológica e hermenêutica. Na segunda parte da palestra, considerei a Bíblia como ferramenta na expansão missionária do povo de Deus. Uma reflexão mais histórica. A partir de agora, falarei desta segunda parte da reflexão, uma vez que a primeira foi apresentada no mês passado.
Por esse motivo, consideremos a Bíblia em dois aspectos. Primeiro: a Bíblia como ferramenta no preparo missionário. Segundo: a Bíblia como ferramenta na prática missionária.

A Bíblia como texto no preparo missionário (ou o estudo de missões)
 
 No Brasil e fora dele, a Bíblia sempre foi um texto fundamental para o preparo tanto pastoral quanto missionário. No final dos anos 70, surgiu uma nova conscientização da responsabilidade missionária da igreja¹. Tipicamente havia forte apelo às passagens bíblicas classicamente “missionárias” como a “grande comissão nos Evangelhos”. Mas também havia tentativas de elaborar a temática missionária ao longo das Escrituras².
 Com o desafio missionário, logo apareceram programas de preparo para o envio. A princípio, estes programas eram curtos, geralmente de poucas semanas, às vezes de um ou dois meses. Eventualmente os cursos se tornaram mais substanciais e incluíram matérias bíblicas³. Hoje, é comum estudar “teologia bíblica de missão” ou “fundamentos bíblicos para a obra missionária da igreja”. Nestas disciplinas, os grandes temas bíblicos de eleição, aliança, justiça e julgamento, esperança messiânica e salvação, criação e nova criação são interligados e tecidos em um pano de fundo bíblico essencialmente missionário.
Outro contexto muito importante onde a Bíblia é estudada com bastante proveito na perspectiva da missão da igreja é nos grandes encontros, congressos e conferências nacionais e internacionais. Recentemente, a carta aos Efésios foi estudada em pequenos grupos durante uma hora ou mais por milhares de líderes cristãos do mundo inteiro na Cidade do Cabo, no III Congresso Internacional de Evangelização – Lausanne III.  Há anos que todas as reuniões do Concílio Mundial de Igrejas iniciam os dias com uma reflexão da Bíblia sobre a missão da igreja e o mesmo pode ser dito sobre o Congresso Brasileiro de Missões, além de outros semelhantes.


A Bíblia como ferramenta de missões
 
A história do desenvolvimento e expansão do povo de Deus [missão] simplesmente não pode ser contada sem referência à tradução da Bíblia. São praticamente uma e a mesma história. Começa com o surgimento e a recuperação das Escrituras pelos judeus4.

Quando os judeus foram levados para o cativeiro no século VI, surgiram as primeiras traduções das Escrituras para o aramaico [o Targum], que se tornou a língua franca do exílio. Assim, estas traduções serviram tanto para manter a identidade dos judeus enquanto estavam longe das suas terras, quanto para divulgar os preceitos das Escrituras hebraicas entre os estrangeiros. 
Com o retorno de alguns judeus para as suas terras depois do exílio babilônico e a dispersão de um número muito maior por todo o mundo antigo eventualmente dominado pelos gregos, a tradução das Escrituras hebraicas para grego durante os séculos II e III [Septuaginta] foi instrumental na manutenção da identidade cultural e religiosa dos judeus. Esta nova tradução para e a sua exposição nas sinagogas se tornaram os principais instrumentos missionários dos judeus para os não judeus e a inclusão destes “tementes a Deus” nas sinagogas por todo o império romano antes, durante e depois do surgimento do cristianismo.

A compilação dos documentos da igreja primitiva levou cerca de 300 anos, em grego, submetida a várias coletâneas até se completar, somente no século IV D.C.. Também exerceu um papel fundamental na consolidação e expansão da igreja primitiva. As citações feitas por Paulo na sua carta aos Romanos, o testemunho no livro de Atos da leitura regular das Escrituras nas reuniões da igreja e a afirmação de Pedro da circulação das cartas de Paulo nas primeiras comunidades cristãs são evidências do papel pastoral e missionário das Escrituras.

Não demorou muito para a expansão espantosa do cristianismo por todo o império romano. Tal expansão se deve a muitos fatores, acima de tudo, ao esforço missionário e testemunho corajoso dos primeiros cristãos. Hoje, sabemos que aspectos físicos e linguísticos facilitaram a expansão, como a rede de estradas romanas construídas para todos os lados e grego como língua franca pelo menos na parte oriental do império. Mas, outro fator enorme era a existência e a subsequente tradução das Escrituras. Desde o início, a fé judaico-cristã foi uma fé do “livro”, e este livro acompanhou o seu crescimento. Logo se fez necessária uma tradução para o latim. Jerônimo se encarregou de consolidar esforços anteriores e produzir eventualmente a Vulgata entre 382 e 420 D.C.. Assim, favoreceu a expansão missionária em Roma e regiões ocidentais e setentrionais.

Nas regiões do antigo império Sírio, conquistadas séculos atrás pelos gregos, o Antigo Testamento foi traduzido para siríaco já no século II D.C., e o Novo Testamento nos séculos II e IV. Lá, um dos maiores movimentos missionários da história ascendeu: os nestorianos, que levou o evangelho até a Índia e China. Até hoje esta tradução, conhecida como a Peshitta, é usada por cristãos por todo o Oriente Médio.

Havia outras traduções da Bíblia nesta época e o seu impacto missionário também era grande. Ulfilas fez uma tradução para godo no século IV, instrumento na evangelização de bárbaros germânicos na Romênia. Traduções também para saídica, língua egípcia. No século V, São Mesrob fez uma tradução para o armênio e assim evangelizou boa parte da Armênia, de tal modo que se este se tornou o primeiro país oficialmente “cristão”. Outras traduções deste período incluíam a copta para o Egito, a nubiana antiga para o Sudão, a etiópia para a Etiópia, e a georgiana para o sul da Rússia.

Avançando mais na história, importantes traduções incluem para o inglês antigo, por São Beda, e para o alemão antigo no século VIII. As primeiras traduções para o chinês pelos nestorianos5 também ocorreram no século VIII, e o antigo eslavônico por Cirilo e Metódio no século IX para a região dos Bálcãs e a Morávia. Essa lista vai longe. No século XIII a Bíblia já estava disponível em 22 línguas.

No século XVII, o Evangelho de Mateus foi traduzido para o malaio, na Polinésia. Também João Elliot traduziu a Bíblia para algoniquim, língua dos índígenas que habitavam Massachusetts, nordeste dos Estados Unidos. No período moderno, é preciso destacar a importância missionária da tradução da Bíblia, ou partes dela, para o Tamil na Índia, pelo missionário dinamarquês Bartolomeu Ziegenbalg. Para o Bengali, Sânskrito. Para outras línguas, pelo inglês William Carey, conhecido popularmente como o “pai” das missões modernas. 

Na mesma época, o americano Adoniram Judson, que serviu na Birmânia, traduziu a Bíblia para a língua burmanesa e o inglês Henrique Martyn traduziu o Novo Testamento para o urdu, o persa e pérsico-judaico. E o dinamarquês, Paul Olaf Bodding, a traduziu para Santali, língua da Índia oriental. No século XIX, a Bíblia foi traduzida em cerca de 400 novas línguas e no século XX em mais de 800. Em cada um destes casos, é possível, até necessário, correlacionar a tradução da Bíblia com a expansão missionária do evangelho, e isto se repetiu centenas de vezes ao longo da história.

Conclusão
O mais surpreendente para nossa reflexão não é a correlação entre a Bíblia e a obra missionária. Também não é o papel prático da redação, compilação, tradução e distribuição da Bíblia no avanço dos propósitos de Deus no mundo desde a antiguidade. Mas, o mais surpreendente é que demoramos em reconhecer isto, promover fóruns sobre o assunto, estudar com bom proveito esta correlação a fim de nos perguntar: como, então, podemos melhor nos empenhar na missão de Deus em direção a sua nova criação, novos céus e nova terra, por meio deste instrumento e bússola tão precioso?
Notas
¹A ABUB promoveu uma primeira conferência missionária nacional em Curitiba em 1974.
2 Por exemplo, o meu livro, Missões na Bíblia. Princípios Gerais (São Paulo: Vida Nova, 1992) surgiu como uma compilação de palestras dadas em uma conferência missionária em 1983.
3 A primeira escola que ofereceu cursos de formação missionária de um a dois anos foi o Centro Evangélico de Missões (CEM), em 1983.

“Pastor Metralhadora”: em entrevista, Sam Childers conta detalhes de sua conversão e do filme que retrata seu trabalho missionário

“Pastor Metralhadora”: em entrevista, Sam Childers conta detalhes de sua conversão e do filme que retrata seu trabalho missionário
O pastor e missionário Sam Childers, conhecido como “pastor metralhadora” por seu trabalho em zonas de guerra em países da África, concedeu uma entrevista à emissora norte-americana CSTV falando sobre sua história de vida e conversão.
Na entrevista, Sam Childers fala sobre seu envolvimento com as drogas na adolescência, sobre sua relação com seus pais e esposa e sua conversão.
Childers relatou também que ele é fruto de uma profecia feita sobre a vida de sua mãe, que havia perdido uma filha antes da gestação que o trouxe à luz. Segundo o “pastor metralhadora”, diversos pregadores disseram que ele seria um pregador quando adulto, e nem o seu envolvimento com as drogas fez sua mãe desistir: “Saiba uma coisa sobre minha mãe, ela nunca parou de orar. Ela nunca desistiu do que Deus disse. Ele continuou orando e orando até quando nos meus 30 anos eu parei de fugir de Deus e me voltei para Ele”, contou Sam Childers.
O pastor afirma que seu apelido “pastor metralhadora”, dado pelos jornais do Sudão, num primeiro momento o fez chorar, mas segundo ele, Deus o orientou a usar o nome para que o trabalho fosse propagado:
-Alguns missionários que quiseram me desacreditar começaram a espalhar por toda a região que eu não era um pregador, que eu não era missionário. Eu pregava o evangelho na área mais perigosa da guerra onde nenhum missionário tinha coragem de ir. Quando eu li o que escreveram sobre mim nos jornais, as criticas ao meu trabalho, dizendo que eu não era pregador mas o ‘pastor metralhadora’ eu sentei e chorei. Naquele momento Deus me disse “Levanta e reivindique esse nome, pois eu te honrarei através dele” – testemunhou o pastor.
filme sobre o trabalho de Sam Childers chama-se “Machine Gun Preacher” (Pastor Metralhadora) e foi dirigido por Marc Foster e estrelado pelo renomado ator Gerard Butler. Childers se mostrou orgulhoso do filme, que foi baseado num livro que ele escreveu: “Deus me deu esse filme. Deus nos deu um dos 10 melhores roteiristas de Hollywood, Jason Keller. Depois Deus nos deu um dos 10 melhores diretores de Hollywood, Marc Forster e ainda Deus nos deu um dos 10 melhores atores da atualidade, Gerard Butler. Quando Deus quer fazer algo por você Ele fará grande. O fime já foi indicado para vários prêmios. Eu estou dizendo isso para lhe mostrar o quão grande Deus é”.
Confira abaixo a íntegra da entrevista de Sam Childers, com tradução de Wesley Moreira para oPúlpito Cristão:
Jim Cantelon  - Sam, você nasceu e foi criado em um lar cristão, mas as coisas se tornaram muito ruins para você muito cedo em sua vida. Fale-nos um pouco de sua vida.
Sam Childers– Bem, fui eu quem fiz as escolhas na minha vida. Muitas vezes quando fazemos uma bagunça de nossa vida, em algum ponto, tentamos culpar nossos familiares. Eu não posso culpar minha familia pelos minhas escolhas. Eu comecei a fazer escolhas bem jovem, aos 11 anos de idade. Alguns pessoas podem pensar, coisas ruins só acontecem com um menino de 11 onze anos se os pais não estiverem presentes. Não é verdade, meus pais eram presentes, eram nascidos de novo, eram cristãos cheios do Espírito Santo. Eu era de uma familia de classe média, não havia nada de errado com minha familia. Eu tomei decisões ruins quando tinha 11 anos de idade. Comecei fumando maconha, depois usando drogas pesadas ao 13 anos. Com 15 anos de idade eu apliquei uma seringa no meu braço. Então comecei a vender drogas e dali me tornei um ‘braço armado’ para traficantes…
“Braço armado” quer dizer…
Eu era um pistoleiro para transações entre carteis de drogas, minha presença garantia que o negócio ocorreria com tranquilidade.
Você era como um “enforcer”.
Ah… algums pessoas chamariam assim mas nos éramos chamados se houvesse algum problema. Quando algum traficante tentava roubar outro, estariamos ali.
Durante esse tempo em sua adolescência, quando você fazia essas coisas, você respondeu à lei ou sempre escapou da policia?
Eu tive muitos problemas com a lei.
Você já esteve na prisão?
Eu estive na cadeia algumas vezes.
E o seus pais, enquanto isso acontecia, o que eles faziam?
Minha mãe teve uma filha antes de mim mas que veio a morrer. Quando isso aconteceu minha mãe passou por um ataque nervoso. Minha mãe então estava na igreja uma noite e foi profetizado sobre ela que o próximo filho que ela teria seria um pregador. Minha mãe então venceu suas dores e um tempo depois ficou grávida de mim. Outro dia minha mãe estava num congresso e outro pastor profetizou sobre ela que o filho que ela estava esperando seria um pregador. Quando eu completei 5 anos de idade, outro pastor profetizou sobre ela e eu que eu seria um pregador. Mas quando eu cheguei nos meus 15 e 17 anos ela poderia pensar que todos aqueles pastores eram mentirosos. Mas saiba uma coisa sobre minha mãe, ela nunca parou de orar. Ela nunca desistiu do que Deus disse. Ele continuou orando e orando até quando nos meus 30 anos eu parei de fugir de Deus e me voltei para Ele.
Quando aqueles coisas aconteciam com você, na sua adoslescência, você ainda morava com seus pais?
Não, eu sai de casa quando completei 15 anos de idade.
Você tinha contato com seus pais durante aquele periodo?
Minha mãe me escrevia muitas cartas, na verdade eu ainda tenho todas elas, uma pilha de cartas.
Então sua familia nunca lhe desertou?
Não, eles nunca pararam de orar. Meu pai era um homem duro. Meu pai me disse “você é bem-vindo nessa casa em qualquer tempo, mas você não pode trazer as drogas para dentro dessa casa” Por isso eu sai de casa aos 15 anos de idade. Meu pai me disse “Você tem que escolher filho”. Alguns pais cristãos e não-cristãos pensam que isso foi errado. Entendam, existe algo que se chama ‘amor-firme’ e também há algo chamado ‘consequência do pecado’. Mesmo sendo pais, se permitimos que nossos filhos vivam em pecado dentro do lar, haverá consequências para aquele pecado, que eles terão que responder. E meu pai disse “Eu te amo, esse é seu lar” – disse com lágrimas pelo rosto – “Se você for ficar aqui, eu não aceito drogas. Se você for continuar usando drogas, terá que ir embora”. Eu respondi a ele: Adeus! Então eu deixei minha casa com 15 anos de idade.
Onde você foi morar?
Eu sempre fui trabalhador. Meu pai sempre criou seus filhos para trabalhar. Nos sempre tivemos emprego. Eu aluguei um apartamento, que eu transfomei num clube de festa, mas eu trabalhava.
Quando você mudou de vida, lendo seu material, eu não vida nada dramático acontecendo. Foi apenas uma decisão sua?
Sim.
Como se você dissesse “Eu não viverei assim mais”.
Correto.
Sei que você pertencia também a uma gangue de motoqueiros. Sua vida era muito dura e tumultuda. Diga nos o que aconteceu nesse periodo de tempo na sua virada de rumo, quando você mudou de vida.
Eu estava num bar numa noite. Um tiroteio começou e eu quase fui morto. Eu voltei para casa naquele noite e disse para minha esposa – “Vamos mudar daqui” – Ela exclamou “o que?” – eu repeti “estamos de mudança” – Ela perguntou “Mas, porquê?” – Eu contei a ela “Eu quase morri essa noite, eu não tenho problema em morrer, mas eu tenho problema em morrer por nada. E eu quase morri por nenhum propósito.
Então nos mudamos de Orlando para minha cidade natal, na Pennsylvania. Quando chegamos ali minha esposa começou a ir para a igreja. E por 2 anos eu tratei minha esposa muito mal. Eu sentia que havia perdido ela para Deus.
Minha esposa é uma das mais cristãs mais fieis que eu conheço. Quando ele se deu para Deus, não havia mais volta. Ela sempre foi forte em sua fé.
Um dia minha esposa me chamou para ir a igreja com ela. Naquela noite o Espirito Santo moveu-se em mim e eu dei minha vida a Cristo e aquele fogo nunca deixou minha vida. No fundo eu sabia que seria um pregador desde os meus 7 anos eu entendia isso. Desde aquele dia eu gasto a minha vida para levar o evangelho em lugares que ninguém mais quer ir pregar.
Verdade. Você é também capelão várias gangues de motoqueiros. Isso é algo único. Como você prega o evangelho para esse grupos?
Meu apelido por muitos anos era ‘Selvagem’ e agora meu apelido é ‘Pastor Metralhadora’. Você não sabe a quantidade de pessoas que vêem minhas tatuagens e vem pergutam “Você é realmente um pregador?” e ali mesmo eu tenho a ‘deixa’ para evangelizar. Ao tentar pregar o evangelho de Jesus Cristo algumas vezes queremos ‘alimentar a força’. Você não pode forçar um bebê a comer. Damos aos bebês somente um pouquinho, depois aguardamos que o bebê incline a cabeça para frente e abra a boca. Nosso ministério (EUA) trabalha com mais de 2.000 ensinando o Reino, nunca pela força, mas pouco a pouco, pois cada uma dessas pessoas está buscando alguma coisa diferente. Quando forçamos não estamos dando a eles o que eles estão buscando.
É evidente que esses pessoas querem você por perto. Eles querem ouvir de você. Então o problema não é a mensagem que você prega, mas sua maneira de levar a mensagem.
Você não tem ideia do avivamento que está acontecendo no meio dessas gangues de motoqueiros.
Você escreveu um livro de título ‘ Another man’s war ‘ (Guerra de Outro Homem). Esse livro conta sobre o seu trabalho no Sudão.
No Sudão e também sobre o nosso trabalho aqui nos EUA. Eu tenho servido como missionario no Sudão e Uganda por 15 anos. Mas agora nosso ministerio está tambem trabalhando na Somalia, Etiópia e em várias partes do mundo. Combatemos o tráfico sexual aqui nos EUA. O livro conta um pouco de cada coisa que fazemos mas tem o foco no que acontece no Sudão.
O filme produzido por Hollywood é baseado no seu livro?
Tudo é baseado no livro, é um filme maravilhoso. Eu sempre digo às pessoas que quando Cristo começa a se mover em nossas vidas ele faz coisas. Nunca limite o que Deus pode fazer em sua vida. Por muitas vezes pessoas me perguntam ‘Porque tão grandes coisas estão acontecendo na sua vida?” Eles perguntam isso porque mesmo como cristãos eles limitam Deus. Colocam Deus dentro de uma caixa. Quando você coloca Deus dentro de uma caixa dando limites a Ele, você também está limitando Suas bênçãos. Mas quando você abre os seus braços e diz “Deus eu estou aqui para tudo que o Senhor tiver para mim” estando disposto a sacrificar, disposto a atravessar um vale estando disposto a continuar mesmo quando tudo estiver dando errado, Deus lhe fará sair por cima.
Deus me deu esse filme. Deus nos deu um dos 10 melhores roteiristas de Hollywood, Jason Keller. Depois Deus nos deu um dos 10 melhores diretores de Hollywood, Marc Forster e ainda Deus nos deu um dos 10 melhores atores da atualidade, Gerard Butler. Quando Deus quer fazer algo por você Ele fará grande. O fime já foi indicado para vários prêmios. Eu estou dizendo isso para lhe mostrar o quão grande Deus é.
Qual o nome do filme?
Pastor Metralhadora (Machine Gun Preacher). Esse foi o apelido que ganhei muitos anos atrás pelos nativos do Sudão, na zona da guerra, que ao passar pelo galpão que eu estava construindo viram que eu carregava a Bíblia de um lado e uma metralhadora do outro. Então alguns missonários que quiseram me desacreditar começaram a espalhar por toda a região que eu não era um pregador, que eu não era missionário. Eu pregava o evangelho na área mais perigosa da guerra onde nenhum missionário tinha coragem de ir. Quando eu li o que escreveram sobre mim nos jornais, as criticas ao meu trabalho, dizendo que eu não era pregador mas o ‘pastor metralhadora’ eu sentei e chorei. Naquele momento Deus me disse “Levanta e reivindique esse nome, pois eu te honrarei através dele”. Eu tomei posse daquele apelido à 13 anos atrás.
Quando eu fui fazer uma cobertura jornalistica no Líbano me deram uma arma. É muito comum que jornalistas carreguem armas em zonas de combate.
Resgatamos e cuidamos de milhares de crianças orfãs no Sudão e Uganda.
E elas não estão nem ai se você usa ou não uma metralhadora (risos) e não te criticam por que você tem tatuagens ou possui uma motorcicleta.